Existem algumas leis que amparam a participação e conhecimento do cidadão a respeito do orçamento público. Entre elas encontram-se:
- Lei do Orçamento Participativo
A definição encontrada no Portal da Transparência é: "O orçamento participativo é um importante instrumento de complementação da democracia representativa, pois permite que o cidadão debata e defina os destinos de uma cidade. Nele, a população decide as prioridades de investimentos em obras e serviços a serem realizados a cada ano, com os recursos do orçamento da prefeitura. Além disso, ele estimula o exercício da cidadania, o compromisso da população com o bem público e a co-responsabilização entre governo e sociedade sobre a gestão da cidade."
Lei Nº 10.257/01, Art. 43. Para garantir a gestão democrática da cidade, deverão ser utilizados, entre outros, os seguintes instrumentos:
I – órgãos colegiados de política urbana, nos níveis nacional, estadual e municipal;II – debates, audiências e consultas públicas;
III – conferências sobre assuntos de interesse urbano, nos níveis nacional, estadual e municipal;
IV – iniciativa popular de projeto de lei e de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano;
Art. 44. No âmbito municipal, a gestão orçamentária participativa de que trata a alínea f do inciso III do art. 4o desta Lei incluirá a realização de debates, audiências e consultas públicas sobre as propostas do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e do orçamento anual, como condição obrigatória para sua aprovação pela Câmara Municipal.
Definida pelo site do Tesouro Nacional como "A Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101, de 04/05/2000) estabelece, em regime nacional, parâmetros a serem seguidos relativos ao gasto público de cada ente federativo (estados e municípios) brasileiro.
As restrições orçamentárias visam preservar a situação fiscal dos entes federativos, de acordo com seus balanços anuais, com o objetivo de garantir a saúde financeira de estados e municípios, a aplicação de recursos nas esferas adequadas e uma boa herança administrativa para os futuros gestores.
Entre seus itens está previsto que cada aumento de gasto precisa vir de uma fonte de financiamento correlata e os gestores precisam respeitar questões relativas ao fim de cada mandato, não excedendo o limite permitido e entregando contas saudáveis para seus sucessores.
Um dos mais fortes instrumentos de transparência em relação aos gastos públicos, indicando os parâmetros para uma administração eficiente, a LRF brasileira se inspirou em outros exemplos bem sucedidos ao redor do mundo, como Estados Unidos e Nova Zelândia."
- Lei Complementar 131/09 - A lei da Transparência
A Lei da Transparência conta com um site próprio, que traz a definição "A Lei Complementar 131/2009 - lei da Transparência - altera a redação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no que se refere à transparência da gestão fiscal. O texto inova e determina que sejam disponíveis, em tempo real, informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios."
No portal da Transparência do Governo Federal, são respondidas diversas perguntas frequentes sobre essa lei, constando que todos os entes (União, Estados, Municípios e o Distrito Federal ) devem fornecer na internet:
"Conforme determinado pela LC 131, todos os entes deverão divulgar:
- Quanto à despesa: todos os atos praticados pelas unidades gestoras no decorrer da execução da despesa, no momento de sua realização, com a disponibilização mínima dos dados referentes ao número do correspondente processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, à pessoa física ou jurídica beneficiária do pagamento e, quando for o caso, ao procedimento licitatório realizado; - Quanto à receita: o lançamento e o recebimento de toda a receita das unidades gestoras, inclusive referente a recursos extraordinários."
A lei de Acesso a informação também tem seu próprio site que traz a definição: "A Lei nº 12.527/2011 regulamenta o direito constitucional
de acesso às informações públicas. Essa norma entrou em vigor em
16 de maio de 2012 e criou mecanismos que possibilitam, a qualquer pessoa,
física ou jurídica, sem necessidade de apresentar motivo, o recebimento de informações
públicas dos órgãos e entidades.
A Lei vale
para os três Poderes da União, Estados, Distrito Federal e Municípios,
inclusive aos Tribunais de Conta e Ministério Público. Entidades privadas sem
fins lucrativos também são obrigadas a dar publicidade a informações referentes
ao recebimento e à destinação dos recursos públicos por elas recebidos."
O site também conta
com um Mapa
da Lei de Acesso a Informação e a definição dos Principais
Aspectos da LAI.
O site da Câmara dos Deputados encontra-se uma
definição extremamente objetiva, que esclarece que essa ementa "Estatui Normas Gerais de Direito Financeiro para
elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos
Municípios e do Distrito Federal."
Já no portal da Atricon, encontram-se mais informações: "A Lei 4320/64, considerada por muitos como uma espécie
de “Estatuto das Finanças Públicas”, introduziu em nossa legislação a concepção
de orçamento-programa, ou seja, orçamento para políticas públicas sob a égide
de resultados. Sem dúvida, uma lei revolucionária para sua época
(décadas de 60 e 70), que veio sobremaneira contribuir com os avanços na gestão
pública brasileira."
Fontes:
Atricon
Câmara dos Deputados
Lei de Responsabilidade Fiscal 101/00
Lei Complementar 131/09
Lei da Transparência
Lei de acesso a informação
Lei 12.527/2011
LEI No 4.320/1964
Portal da Transparência
Site do Planalto - LEI No 10.257, DE 10 DE JULHO DE 2001
Tesouro Nacional
Lei da Transparência
Lei de acesso a informação
Lei 12.527/2011
LEI No 4.320/1964
Portal da Transparência
Site do Planalto - LEI No 10.257, DE 10 DE JULHO DE 2001
Tesouro Nacional
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